quinta-feira, 2 de maio de 2013

Review-Bioshock Infinite



url.jpg

Acompanhar a 9º arte é algo extremamente fascinante, já que, por ser relativamente nova, é possível ver o surgimento de obras atemporais que serão debatidas conforme as gerações vão passando. Tal qual  os olhos de ressaca de Capitu, a apática voz de Hal-9000, ou o enigmático sorriso da Mona Lisa, a jornada ao lado de Elizabeth por Columbia pode ocupar com facilidade este espaço como uma das maiores e mais importantes obras da nona arte.
Desta vez você controla Booker Dewitt, que é enviado para a Cidade flutuante de Columbia para  resgatar Elizabeth e, desta forma, pagar uma dívida. Porém terá que enfrentar forças militares, já que, de alguma forma, ele é visto como ‘’o Falso Profeta’’. Logo de cara vemos que Booker é o oposto do simples avatar que era o protagonista do primeiro Bioshock, já que, alem de possuir voz e personalidade fortes e carismáticas,  é um excelente personagem com um arco dramático bem  construído, o que não impede o jogador de ficar imerso no ambiente magnífico da cidade.
Mas o maior destaque não é o protagonista e sim, Elizabeth, que foge completamente à qualquer estereótipo de “donzela em perigo”; é uma mulher inteligente e de personalidade forte. Seu carisma é capaz de contagiar até mesmo uma pedra. É simplesmente gratificante observar seu fascínio por tudo que está vendo após ser libertada da torre onde estivera presa. Porém o mais fascinante é a postura que assume após ter breves revelações do seu passado e perceber que a situação em Columbia era mais séria do que imaginava. Ela é, sem dúvida, uma das maiores personagens da história dos videogames.
Além de carismática, Elizabeth é extremamente prestativa, tornando-se a melhor ‘’companion’’ de todos os tempos.  Ela sempre oferece itens e munição nos momentos mais necessário e, devido a uma escolha de design, os inimigos simplesmente não prestam atenção nela, ajudando  o jogador a se focar nos combates frenéticos.
Diferente dos jogos anteriores, só se pode carregar duas armas de fogo por vez, tornando a escolha das armas certas um fator decisivo para sua estratégia de combate. O Game possui uma enorme variedade de armas, de metralhadoras à bazucas. Além disto, os plasmids voltam com o nome de “Vigors’’, que fornecem poderes capazes de  causar uma confusão considerável e, junto com o competente level design, o jogo jamais deixa de ser  divertido, chegando a ser irônico provocar Caos no pacato ambiente de Columbia. Etretanto, o seu maior destaque é a forma com que os elementos de jogabilidade são contextualizados, inclusive explicando as similaridades entre Columbia e Rapture de maneira magnífica, contribuindo para a narrativa de forma bastante peculiar.
Columbia é um ORGASMO visual e sonoro: a alegoria para a sociedade xenofóbica EstaduUnidense do início do século XX. Se pudesse resumir em poucas palavras seria uma  ”Utopia Teocrática Redneck” . Columbia possui uma beleza hipnotizante e não serão raros os momentos em que o jogador ficará maravilhado com os cenários, suas cores fortes, vivas e com sua arquitetura simétrica neoclássica, e ao mesmo se sentirá incomodado com as fundações segregacionistas e totalitárias do lugar.
O trabalho de voice acting é espetacular. Temos grandes atuações vindo dos personagens principais e o dos arquivos de áudio encontrados no jogo na forma de “Voxafones”. Apesar da trilha sonora maravilhosa, o destaque neste quesito vai para as músicas diegéticas que contribuem para atiçar  a curiosidade do jogador para o universo a sua volta.
Diferente do primeiro Bioshock, em que um plot twist no meio vira o mundo do jogador de cabeça para baixo, Infinite possui um mistério envolvente, com várias camadas e dimensões. Joga-lo é comparável a montar um quebra cabeça  em que as peças não são nitidamente mostradas e detalhes simples assumem um papel importantíssimo, conforme nos aventuramos neste jogo.
Este pitoresco e curioso universo, com suas belas rimas narrativas que habitam Columbia, estarão na mente dos gamers por muitos dos anos que virão.

GOSTOU? COMPARTILHE:

sábado, 9 de março de 2013

As Maravilhas do Cinema Indiano

                                             Bollywood deixando sua marca!
GOSTOU? COMPARTILHE:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Comentários do Oscar 2013


    Poisé, Domingo (dia 24 de Fevereiro), o Oscar premiou os melhores filmes de 2013, segundo a Academia dos E.U.A. Confira a lista dos vencedores, e meus comentários:
Melhor filme: Argo

Falei...





Melhor ator: Daniel Day-Lewis - Lincoln
Melhor atriz: Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida


Por essa ninguém esperava!



Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz em Django Livre
Melhor atriz coadjuvante: Anne Hathaway - Os Miseráveis
Melhor diretor: Ang Lee - As Aventuras de Pi

Spielberg? NÃO?!?




Melhor roteiro original: Quentin Tarantino - Django Livre
Melhor roteiro adaptado: Chris Terrio - Argo
Melhor filme em lingua estrangeira: Amor (Áustria)
Melhor longa animado: Valente da Disney


Simplesmente não aceito. Como Detona Ralph perdeu DUAS VEZES??



Melhor trilha sonora original: Mychael Danna - As Aventuras de Pi
Melhor canção original: "Skyfall"- 007 - Operação Skyfall
Melhores efeitos visuais: As Aventuras de Pi
Melhor maquiagem: Os Miseráveis
Melhor fotografia: As Aventuras de Pi 
Melhor figurino: Anna Karenina
Melhor direção de arte: Lincoln


Não foi o Hobbit?? Falou, Galera. Tô fora!



Melhor documentário: Searching for Sugar Man
Melhor documentário de curta-metragem: Inocente
Melhor montagem: Argo


O que Sandra Bullock tem a dizer sobre esse prêmio?



Melhor curta: Curfew
Melhor curta animação: Paperman da Disney
Melhor edição de som: (EMPATE) A Hora Mais Escura & 007 - Operação Skyfall
Melhor mixagem de som: Os Miseráveis




GOSTOU? COMPARTILHE:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Esquentando Para O Hobbit!

#PorraSmeagol!



                                         Dê uma olhada no Trailer e no Pôster AQUI!


GOSTOU? COMPARTILHE:

Review- Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembrancas



Ah, o amor. Que mexe com a nossa cabeça e nos deixa assim. E nos traz tantos filmes ruins e clichês que chegam a ser impossível de se contar quantos existem. O termo “romance” vem sendo deturpado cinematograficamente de uma maneira tão estrondosa qual o por que de quase tudo nesse gênero ser ruim? Pois os roteiros sempre nos entregam aquilo que nós inconscientemente queremos: final feliz, todas as barreiras enfrentadas pelo casal sendo destruídas, ou ignoradas, um beijo final pra encerrar um filme, outros casais se formando a partir do romance do casal principal, e aquelas besteirada toda que ja vimos milhares de vezes
O que acontece com Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças? Todos os clichês são jogados ralo abaixo para darem lugar à uma trama envolvente, carismática e que utiliza de uma maneira tão convincente os recursos que o roteiro pode nos fornecer e o torna algo cru porém extremamente delicado
Jim Carrey, ator capaz de um dominio corporal invejavel o possiblitando fazer cenas de comédia fisica como poucos atualmente , mas apesar de personagens comicos marcantes,este também possuiu uma serie de papeis dramáticos como Andy Kaufman (mundo de Andy e Truman (Show de Trumman) e interpretando Joel Barish consegue dar uma potência drámatica a um perosnagem relativamente simples e com personalidade mais introvertida,Ao lado da já consagrada e renomada atriz Kate Winslet, que ficou muito conhecida por Titanic, é impossível alegar que o amor entre os personagens Joel e Clementine soa falso. Aliás, a atuação e o entrosamento de ambos os atores é tão bem elaborada/o e executada/o que nos faz acreditar que um dia ambos poderiam realmente ter um relacionamento.
Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças, ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original, em 2004, grita para o mundo, sem nenhuma modéstia visível, que merece ser assistido e reassistido inúmeras vezes. Por que? O roteiro, brilhantemente escrito, com um enredo leve e divertido, nem muito lento nem muito rápido, mas com o tom necessário para levar a história adiante, é capaz de nos surpreender à cada minuto que se passa na tela. A trama toda se passa na cabeça do personagem de Jim Carrey, o Joel, já que este utiliza um método científico para apagar Clementine de sua memória. Se bem que tal recurso, nem um pouco realista, é o que dá à Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças a maior característica para que possamos chamá-lo de obra-prima: a inteligência. Já é fato de que quase todos os filmes que se passam no sub-consciente do protagonista abrem a possibilidade para fazer um estudo avancado do interior da personalidadde de um personagem
Os efeitos visuais funcionam de uma maneira que auxilia no desenvolvimento da trama e de seus personagens.O modo como a mente de Joel vai deixando de existir, e todas as suas memórias com Clementine sendo apagadas, vemos o potencial destruidor do filme. Os carros caindo do céu, as pessoas sem rostos, Joel em dois lugares ao mesmo tempo, imagens embassadas, etc. É realmente impressionante tanto do ponto de vista dramático como estético
Outro ponto super curioso é a capacidade do roteiro de dar uma personalidade única ao personagens muito bem atuados de nomes marcantes como Mark Ruffalo (THE HULK) , Kirsten Dunst( que consegue promover outra grande atuacão em Melancolia do Maluco do Lars Von Trier) Elijah Wood que talvez tenha o personagem mais docemente patético do filme (é o frodo caso não se lembrem . Cada um com suas próprias características, com seus próprios conflitos internos e decisões à serem tomadas. É tudo muito bem colocado em seu devido lugar.
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças é o retrato mais perfeito e "tragicômico" do processo de esquecimento e separação de uma pessoa e da nossa necessidade infantil de querer sempre permanecer em inércia
GOSTOU? COMPARTILHE:

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Review - Argo


    Argo (2012), terceiro longa-metragem dirigido por Ben Affleck, se passa no Irã no final da década de 70 durante a Revolução Iraniana, quando um protesto antiamericano resultou na invasão e em 54 reféns dentro da embaixada americana no país. No meio da invasão, seis americanos conseguem escapar e se refugiam na casa do embaixador canadense. Enquanto isso, sigilosamente, a CIA planeja a melhor forma para retirá-los do Irã antes que os estudantes e militares islâmicos descubram a fuga. Com isso o especialista em “exfiltrações”, interpretado por Ben Affleck, propõe uma arriscada e insana solução: Produzir um filme falso chamado Argo para encobrir a operação.

      Já no início mostra-se ao espectador sobre do que se trata e te insere, não somente no contexto histórico, mas no espírito do filme. As cenas reais e a narração que contam a origem e os motivos da Revolução Iraniana se misturam com fotos de uma espécie de StoryBoard de cinema, que ilustra a toda a narração. Isso representa bem a situação que o filme dramatiza e coube muito bem como introdução do longa. Logo após a narração e as cenas reais das revoltas do período, a reprodução do protesto em frente à embaixada americana no Irã proporciona um mergulho de cabeça para dentro da história.

    Escrito por Chris Terrio, o roteiro é o ponto forte do filme. E é baseado no artigo da Wired, escrito por Joshuah Bearman logo após os documentos da operação da CIA terem sido liberados. Os produtores George Clooney e Grant Heslov tomaram o projeto em 2007 e confirmaram Ben Affleck para dirigir em fevereiro de 2011. Na apresentação do filme em Beverly Hills, Affleck confessou não ter acreditado que o roteiro era tão bom.

     A história é impressionante e, às vezes, inacreditável, porém muito fácil de acompanhar por ser bem contada. Se eu não soubesse que era baseado em fatos reais, eu duvidaria muito caso alguém me informasse que essa operação tinha realmente ocorrido. Foi um episódio muito singular, porém real. Foi a operação da CIA mais romanceada da história. O fato de ser uma história verídica engrandece o filme e faz com que ele fique mais interessante. E Ben Affleck conseguiu transmiti-la satisfatoriamente. O que deu certo poder para o filme: ter uma história muito boa em mãos e contá-la direito.

    Os atores fazem um bom trabalho nas mãos de Affleck, e até o próprio atua delicadamente dando a frieza que o protagonista exige. Bryan Cranston faz o agente da CIA Jack O’Donnel, John Goodman faz o maquiador John Chambers e Alan Arkin faz o produtor Lester Siegel, os três personagens extremamente importantes para que a missão Argo obtivesse sucesso.

    A caracterização, maquiagem e figurino dos atores está espetacular e ajuda muito a imergir o espectador na época dos anos 70/80 em que o filme se passa. E, nos créditos, aparecem a fotos dos atores ao lado dos personagens reais, o que mostra bem como o filme tenta ser fiel aos fatos.

    A tensão do filme se estende por longos minutos e dramatiza as situações. Cenas improváveis de terem sido documentadas, porém ocorridas no filme, dão a ação que o filme necessita. O filme também contém leves toques de humor, que completam os diálogos, e toques melodramáticos que dão aos personagens a carga emocional necessária e que o espectador precisa para se envolver com a trama.


    O filme me satisfez e me convenceu de que Ben Affleck pode ser um nome recorrente nas futuras premiações de cinema por todo o mundo. E com todos os seus detalhes e sutilezas, o filme se desdobra com um ritmo surpreendente que faz exatas duas horas passarem rapidamente.

Veredicto: Recomendo!






GOSTOU? COMPARTILHE: